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Educação é saída para diminuir mortes de jovens negros no Brasil, diz pesquisadora

13 DEZ 2017
13 de Dezembro de 2017

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que, em 24 estados, a chance de um jovem negro ser assassinado é maior do que a de um jovem branco

Um problema social que é comum na vida dos brasileiros, a violência continua tendo como principais alvos jovens negros do sexo masculino, moradores das periferias e áreas metropolitanas dos centros urbanos. A conclusão é de uma pesquisa feita pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que levou em conta a vulnerabilidade à violência de jovens de 15 a 29 anos em todo o país.

Os dados preocupantes indicam que a chance de um jovem negro morrer assassinado é maior do que a de um jovem branco em 24 das 27 Unidades da Federação (UFs). A situação mais preocupante é a de Alagoas (0,489), onde um jovem negro tem 12,7 vezes mais chances de ser assassinado do que um jovem branco. Os três estados que fogem desse padrão são Paraná, onde a taxa de mortalidade de jovens brancos é superior aos valores registrados entre jovens negros, Tocantins, onde o risco é bastante próximo, e Roraima, que não registrou nenhuma morte de jovem branco no período, o que impediu o cálculo do risco relativo (taxa que divide o número de homicídios entre jovens negros e brancos).

De acordo com uma das autoras do estudo, Roberta Astolfi, o Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência 2017 (IVJ), desenvolvido pela Secretaria Nacional de Juventude em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, agrega dados relativos à taxa de frequência à escola, escolaridade, inserção no mercado de trabalho, taxa de mortalidade por homicídios e por acidentes de trânsito. “O número serve como base para políticas públicas de juventude, parcela da população mais afetada pela violência no Brasil”, explicou a pesquisadora.

O segundo estado da lista de alta vulnerabilidade à violência é o Ceará. Em comparação com as demais UFs, ele aparece em posições de desvantagem em relação aos indicadores de frequência escolar e situação de emprego (segundo), no indicador de mortalidade por homicídio (quarto), mortalidade por acidente de trânsito (quinto) e pobreza (sexto).

O terceiro estado com o pior indicador é o Pará, também em situação de alta vulnerabilidade juvenil à violência (0,471). O número em que o estado obteve o pior desempenho foi o de desigualdade, ficando na quarta pior posição. Em relação aos indicadores de pobreza, ficou entre os sete piores. Quanto ao risco relativo de homicídio entre jovens brancos e negros, o Pará está no nono pior lugar.

O melhor resultado verificado é o de Santa Catarina (0,209), que possui o menor indicador de mortalidade por homicídio do país. Na sequência, aparecem São Paulo e Rio Grande do Sul.

 

Educação

A pesquisadora do Fórum Brasileiro de Segurança Pública ressalta que o estudo reacende o debate sobre a desigualdade racial no Brasil. Como uma das saídas para reverter o panorama, Roberta Astolfi garante que é a educação deve ser uma aliada. “A permanência dos jovens na escola é um fator de proteção muito relevante para a violência letal. Então a gente precisa investir muito para que essa escola tenha a capacidade de reter os jovens”, garantiu

De acordo com o levantamento, 12 estados brasileiros foram classificados como de alta vulnerabilidade juvenil à violência, sendo oito da região Nordeste e quatro da região Norte. Os números revelam que a prevalência de jovens negros entre as vítimas de assassinatos em comparação com jovens brancos é uma tendência nacional. Em média, jovens negros têm quase três vezes mais chances de morrerem por homicídio do que jovens brancos no país.

Fonte: Agência do Rádio/ Tácido Rodrigues

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