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O jornalismo brasileiro está em coma”. Repórter desabafa ao abandonar carreira

25 AGO 2017
25 de Agosto de 2017

O repórter Marcos Moreira Clementino resolveu deixar o jornalismo. Em desabafo feito em seu perfil pessoal no Facebook, o comunicador afirma que a profissão está em coma e que a “insistência em manter o falso glamour sobre os operários da notícia esconde as mazelas dos bastidores”. Com passagens pela Rede TV como correspondente, o jornalista trabalhava atualmente na TV Cultura.

Marcos Moreira Clementino relata que os profissionais da comunicação estão cada vez mais pobres, doentes, egoístas, vaidosos e soberbos. Para ele, a situação atual da carreira de jornalista, com “salários defasados, péssimas condições de trabalho e descontentamento da maioria”, o fez dar uma pausa nesta batalha que é trabalhar em redação. “Tomei a difícil decisão de abandonar a carreira de repórter. Resistir não é uma alternativa inteligente em certas circunstâncias. Só agora a ficha caiu! ”.

À reportagem do Portal Comunique-se, o jornalista contou que quando saiu da Rede TV já havia decidido parar, porém, o convite para retornar à TV Cultura, assim como o pedido de amigos e familiares, o fez pensar. O atual contrato com a emissora seria renovado em setembro, não fosse a decisão de Clementino. “Decidi encerrar o vínculo antes. Vou aproveitar para descansar um pouco e fazer coisas básicas como levar o meu filho no colégio, ir ao supermercado com mais frequência, pegar um cineminha de vez em quando. Coisas simples e que deixei de fazer há algum tempo por pensar 24h em notícia”.

A relação do repórter com a profissão ficou tão desgastada que Clementino chegou a ficar com vergonha do filho, que tem quatro anos. “Toda vez que ele queria brincar em casa, lá estava eu com o computador ligado escrevendo alguma coisa, celular na mão trocando mensagens sobre o trabalho e de olho no noticiário da TV”. Por enquanto, o jornalista não tem projetos, sendo o descanso seu principal alvo. Depois disso, ele vai tirar da gaveta algumas ideias.

“Nós (profissionais de imprensa) estamos cada vez mais pobres, doentes, egoístas, vaidosos e soberbos. A insistência em manter o falso glamour sobre os operários da notícia esconde as mazelas dos bastidores: salários defasados, péssimas condições de trabalho e descontentamento da maioria. Por estas e outras razões, eu tomei a difícil decisão de abandonar a carreira de repórter. Resistir não é uma alternativa inteligente em certas circunstâncias. Só agora a ficha caiu! ”

“Cabe a mim deixar o jornalismo com as boas lembranças, torcer pela sobrevivência dos colegas que ficaram e colocar em prática ideias engavetadas de tanto tempo. Meu sincero agradecimento à TV Cultura. Sentirei saudades do convívio com todos”, finalizou.

Fonte: Portal Comunique-se

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