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Projeto desenvolvido em Várzea Grande sobre alimentação saudável e empreendedorismo é destaque em cenário nacional

27 DEZ 2018
27 de Dezembro de 2018

Divulgação internet

Por Camila Costa

Construir uma relação saudável com a comida não é tarefa fácil. Na unidade do SESI de Várzea Grande, o desafio foi colocado para alunos de 10 e 11 anos, da turma da professora Maria Conceição Gomes de Moraes, a Bia. Em cima do tema, Bia e os estudantes criaram o projeto Alimentação Saudável e Empreendedorismo. Meninos e meninas pesquisaram, estudaram sabores e ingredientes e aprenderam pontos básicos de economia. Tudo isso para melhorarem a forma como cuidam de si e de como administram o dinheiro.

O projeto do Alimentação Saudável e Empreendedorismo foi um dos destaques do 3º Encontro Nacional do Sistema Estruturado de Ensino da Rede SESI, que reuniu representantes dos Departamentos Regionais de todo o país, nos dias 29 e 30 de novembro, em Brasília. Ao todo, 20 experiências exitosas de diferentes cidades brasileiras foram destacadas durante o evento. Segundo a professora Bia, durante a execução do projeto, que durou cerca de seis meses, os alunos puderam descobrir como era a alimentação dos pais e até dos avós.

“Surpresa de saber que na hora da pesquisa, que os pais, os avós, porque pedimos a pesquisa dos avós, eles não tinham noção de que eles não conheciam sanduíche naquela época,quando tinham essa idade. Faziam mais atividade, corriam mais, brincavam. Hoje nós fizemos pesquisa medindo a cintura, que é uma proposta do sistema estruturado, e eles perceberam pelo gráfico que era totalmente diferente a alimentação saudável daquela época dos avós, dos pais. Como que viviam sem McDonalds? Mas também viram que isso não é bom para a saúde deles”, explica a professora.

Depois da pesquisa e do conhecimento, chegou a hora da prática, aliando conceitos de alimentação saudável e empreendedorismo. A ideia foi fazer um doce, que tivesse menos calorias e fosse mais rico em nutrientes. Saiu um docinho de leite ninho, sem açúcar, com adoçante, leite de coco, gosto e rentável. Venderam todos os doces que foram produzidos e o dinheiro será usado para um passeio da turma ao cinema. “Eles, primeiro, já sabem selecionar os alimentos que são bons e quais são ruins para a saúde. Se comer, vão comer consciente. Outra questão é orientar outras pessoas também sobre a saúde. Na questão do empreendedorismo estão mais dinâmicos, mais criativos, pensando de como criar, inovar, o que fazer com o dinheiro”, avalia a professora.

Para Bia, o mais importante, no entanto, é o empurrão dado para que, no futuro, sejam adultos mais conscientes. “Consegui atingir o objetivo . Hoje, meus alunos sabem o que é, pelo menos tem noção, do que é melhor. Já é um passo pra vida adulta, já é uma plantinha, uma semente que está nascendo’, pondera.

Modelo STEAM


Além da apresentação das 20 melhores práticas pedagógicas de 2018 da rede SESI, os representantes dos Departamentos Regionais participaram de uma palestra sobre STEAM, uma metodologia que trabalha de forma integrada as áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharia, Arte e Matemática e é baseada na aprendizagem por projetos. O modelo STEAM já está sendo utilizado dentro da rede de escolas do SESI.

O gerente executivo do SESI, Sérgio Gutti, conta que a metodologia está dentro da rede em termos de currículo, em termos de mudança profissional, inclusive, dentro do perfil dos profissionais que são contratados. O encontro, o terceiro proporcionado pelo SESI, é um desafio, mas também uma forma de reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelos docentes nas salas de aula. “Tiveram engajamento e o mais importante, geraram bons resultados, melhores resultados, na questão da aprendizagem. São projetos significativos, que trazem uma diferença para a vida dos nossos alunos e que os professores se motivam cada vez mais”, explica Gutti.

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